quinta-feira, 8 de novembro de 2012

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL: um desafio para os jovens brasileiros





Meus caros colegas que concluíram a graduação nos últimos concordarão comigo quando digo que a experiência profissional é um desafio (para não dizer que é um obstáculo) para nosso ingresso no mercado de trabalho.

Apesar de termos como meios para adquirir experiência na área em escolhida por nós, como por exemplo, os estágios remunerados e os estágios curriculares, na grande parte das vezes, quando uma empresa se refere à experiência, ela está dizendo àquela que registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social.

Só quem já passou pela situação de ser questionado sobre sua experiência profissional e citar sua experiência nos estágios com toda confiança, e logo após ouvir assim: “Mas em carteira, não tem nada?”. Você fica sem ação.

Outra situação pior do que essa é você se candidatar a uma vaga, que no texto do anúncio não exige experiência, e ser chamado para a entrevista. Se arrumar, se preparar e ir até a empresa, sentar-se na frente do entrevistador e no final ouvir assim: “Seu currículo é muito bom, mas você não tem experiência.”

A pergunta que todos nós gostaríamos de fazer aos senhores entrevistadores é: “Se ninguém me oferecer uma oportunidade, aonde os senhores esperam que nós adquiramos a tal experiência que todos pedem?”.

Muitas pessoas começam a perder aquela coragem de correr atrás e acabam achando que escolheram a profissão errada ou coisa do tipo. Outros correm atrás de fazer pós-graduação e outros cursos, julgando que assim suprirão sua falta de experiência em carteira. Fato, que infelizmente, é ilusão!

O fato é que o mercado de trabalho faz exigências que fogem da nossa capacidade de resolução. Quando se tem sorte, durante o estágio já somos contratados pela empresa onde estagiamos. Mas, quando você não é contratado, não fique se martirizando e achando que você não é bom o suficiente (lógico que existe a possibilidade da empresa não ter ido com a sua cara, mas quando isso acontece, eles te dispensam logo e procuram outro estagiário), o fato é que ter um estagiário é ter um funcionário mais barato na empresa: não tem encargos trabalhistas e o salário é mais em conta, então muitas empresas preferem partir para outro estagiário quando o contrato do outro se encerra.
O que podemos fazer a respeito da nossa falta de experiência formalizada na carteira de trabalho? Nada. São os gestores que tem que mudar seu modo de ver o mundo do trabalho e nos dar oportunidade de mostrar nosso talento e nosso conhecimento.

sábado, 3 de novembro de 2012

IMAGEM ORGANIZACIONAL I: rotatividade de pessoal


Devido ao avanço da tecnologia (internet, maquinaria, comunicações, etc) o mundo tem se tornado cada vez mais competitivo, elemento que torna comum o nascimento e morte de várias empresas a todo o momento. Esse tipo de comentário não é novidade para ninguém.

Mas quando você pergunta às pessoas o porquê isso acontece, é então que você se depara com uma série de respostas, dos mais diversos tipos. Geralmente, a resposta vinda de pessoas que não são empresários, é a de que houve má administração, enquanto a resposta daqueles que são empresários pode ser esta ou a de que as pessoas hoje não querem mais trabalhar a sério.

A questão é que existem muitos motivos. Por isso, estaremos apresentando aqui uma série de fatores, que vão se iniciar pela imagem organizacional. O que seria isso?

A imagem organizacional é a forma com o mercado (clientes e investidores) veem a empresa. Essa imagem é algo que a empresa vai levando a pessoas a construírem a partir de determinadas atitudes suas.
Vamos iniciar apresentando a rotatividade de funcionários como um elemento que faz parte da construção da imagem organizacional.

A rotatividade de pessoal é um assunto que demanda muita atenção por parte dos administradores. Esse elemento pode ser classificado de duas formas: aquela que é gerada por atitudes da empresa e aquela que é gerada pelos próprios funcionários.

Dizemos que a rotatividade é gerada pela empresa quando esta resolve fazer o desligamento de funcionários. Uma empresa pode desligar um funcionário por diversos motivos, mas vamos tratar aqui de um motivo em especial, quando a empresa faz isso como que um hábito. Todas as empresas conhecem uma empresa (ou por terem trabalhado em uma assim ou por conhecerem alguém que trabalhou) em que é comum desligar funcionários com 1 ano de trabalho ou pouco menos, não fazendo questão nenhuma de manter pessoas por longos períodos em seus quadros de funcionários, e para isso usam as mais diversas justificativas, como: “estamos cortando gastos, por isso estamos desligando pessoas”; “você trabalha muito bem e não temos como te proporcionar crescimento profissional”; “infelizmente estamos fazendo remodelando a empresa, e estamos dispensando muitas pessoas”, e por aí vão as justificativas. O fato é que por mais que o funcionário seja exemplar e tenha um ótimo desempenho, ele vai ser dispensado, por ter se tornado algo habitual naquela empresa.

A rotatividade parte dos funcionários quando eles decidem sair de uma empresa. Os motivos mais comuns para alguém sair de uma empresa é ver que não vale a pena manter-se lá, e os fatos que fazem alguém ver esse tipo de realidade podem ser dos mais diversos. Falta de reconhecimento; ver o reconhecimento de todo trabalho cair sobre um preferido; salário e trabalho a fazer serem desproporcionais; falta de incentivo; clima organizacional ruim; propostas de trabalho melhores; entre outros. Ou seja, de certa forma, o desligamento quando sendo opção do funcionário, é também responsabilidade da empresa.

Agora imagine, como você avalia uma empresa que troca os funcionários o tempo todo? Não veria muito bem. Você pode pensar que o salário de lá é ruim, que o clima é ruim ou tantas outras coisas. Clientes sempre buscam estabelecer laços com os funcionários de uma empresa, afinal de contas, eles é que lhes atendem, vendem, resolvem seus problemas, conversam, etc. E quando você entra em uma empresa e não encontra aquele funcionário que você via antes, e depois vê que aquele que ocupou seu lugar logo não está ali também, você acaba se sentindo meio inseguro, como se sempre estivesse com um estranho novo. Mas se você está procurando trabalho, e você sabe que os funcionários de uma empresa mudam o tempo todo, você excluirá ela da sua lista, ou vai ser pelo menos uma das suas ultimas escolhas, visto que você não vê estabilidade nenhuma em tal lugar. 

Diante disso, você acha que a rotatividade de funcionários é um ponto positivo ou negativo na imagem que uma empresa transmite para o mercado?


Imagem extraída de: http://www.sobreadministracao.com/manifesto-os-fatores-negativos-da-alta-rotatividade/

domingo, 21 de outubro de 2012

MAIS-VALIA

Hoje vamos abordar um tema que pode mudar sua visão sobre o seu trabalho, principalmente a visão daquelas pessoas que vem seu emprego como sendo algo bom feito pelo dono da empresa para as pessoas. Já ouvi pessoas dizendo a seguinte frase: “Você tem que agradecer seu patrão pelo trabalho que você tem.” Será que precisamos realmente ser gratos ou será que não seriam os patrões que deveriam ser gratos a nós trabalhadores?

Você já ouviu falar na MAIS-VALIA? É bem provável que não, afinal de contas, eu mesma só tive conhecimento de tal termo quando iniciei a graduação em Pedagogia na UNIOESTE.
Karl Marx, economista, filosofo e socialista alemão viveu na Alemanha do século XIX, e explicou o funcionamento do capitalismo, sistema de produção no qual vivemos atualmente. Como se sabe (ou não) o capitalismo se caracteriza pela exploração da mão de obra (força de trabalho) e acumulação de capital (riqueza).

Um dos meios de exploração da força de trabalho de forma a acumular riqueza para o capitalista, é a mais-valia.

O termo mais-valia se refere ao valor do trabalho que não é pago ao trabalhador. Vamos usar um exemplo para que você possa compreender o que é isso.
Imagine uma indústria de sapatos, onde trabalhem na produção o número de 500 empregados. Cada trabalhador recebe um salário de R$ 800,00 (salário mínimo + vale transporte + auxilio alimentação). Cada par de sapato tem um custo de produção de R$ 50,00 (energia elétrica, maquinário, couro, cola, etc), e é comercializado por R$ 300,00, ou seja, o lucro sobre o produto é de R$ 250,00. Se o lucro sobre cada par de sapato tem um lucro de R$ 250,00, quantos pares precisam ser produzidos por um único trabalhador para pagar seu salário? 4 pares (R$ 250,00 x 4 = R$ 1.000,00 – sobram ainda R$ 200,00). Para pagar o salário dos 500 empregados precisam ser produzidos quantos pares de sapato? Ora, 500 trabalhadores com salários de R$ 800,00 dá um total de R$ 400.000,00. Esse valor dividido por R$ 250,00, que é lucro sobre cada par de sapato produzido, resulta em 1.600 pares a serem produzidos para cobrir os custos dos salários de todos os trabalhadores. Para alcançar esses 1.600 pares produzidos seria preciso que cada trabalhador produzisse 3,2 pares, ou seja, de 3 à 4 pares por trabalhador. Agora, com base nesses dados, imaginemos que por dia, cada trabalhador produza um total de 50 pares de sapatos.

Prepare-se, pois aqui você vai romper com sua ideia de que o dono da empresa é um “anjo” que dá trabalho digno às pessoas.

Se cada trabalhador produz 50 pares por dia, então por dia são produzidos 2.500 pares de sapatos. Em um mês cada trabalhador trabalha 25 dias, o que resulta em um total de 62.500 pares de sapatos produzidos por mês. Faça as contas: 62.500 pares de sapatos lucram para a empresa R$ 15.625.000,00 (quinze milhões seiscentos e vinte e cinco mil reais)! Quanto desse lucro será necessário para pagar os salários dos 500 trabalhadores? Simples: R$ 800,00 para cada um dos 500 empregados, soma um total de R$ 400.000,00.

Agora pense em qual é o valor que sobra para o capitalista, o dono da fábrica de sapatos: R$ 15.625.000,00 (lucro bruto do mês) – R$ 400.000,00 (salários dos empregados) = R$ 15.225.000,00. Você vai notar que o lucro dele quase não mudou depois de pagar os funcionários.

Você ainda pode estar pensando: “Mas o dono da fábrica tem que pagar os impostos sobre os trabalhadores, que tem carteira assinada”. Ok. O imposto será de, em média, mais R$ 800,00 por trabalhador, então vamos subtrair mais R$ 400.000,00 desse lucro de R$ 15.225.000,00, vão sobrar ainda R$ 14.825.000,00 para o capitalista.

Então onde está a mais-valia? Está na sobra de capital produzido pelo trabalhador. Pois seu eu sou um trabalhador que recebe R$ 800,00 por mês, e preciso produzir somente 4 pares de sapatos para custear meu salário (com sobras) e faço 50 pares por dia, isso quer dizer que já paguei trabalhei a mais do que está valendo minha força de trabalho.

Segundo Marx, é aí que está o fator produtor das desigualdades sociais existentes no capitalismo. Pois o trabalhador precisa comercializar sua força de trabalho, de modo a garantir sua subsistência, mas está tem um valor muito baixo comparado aos lucros do capitalista. O salário do trabalhador acaba sendo suficiente para ele pagar suas contas (água, luz, etc) e garantir a alimentação de sua família.

E agora, quem você acha que tem que agradecer à quem? Será mesmo que nós, trabalhadores, temos que ser gratos a nosso patrão pelo salário e pelo emprego que temos? Ou será que é nosso patrão que tem que agradecer a nós, trabalhadores, por estarmos proporcionando seus altos lucros?

Reflita sobre seu trabalho, você perceberá que nada é como os fortes querem que nós vejamos.




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

15 DE OUTUBRO


Talvez muitos não saibam, mas, segundo muitos historiadores, o Dia do Professor tem sua origem com a instituição do ensino público no Brasil por Dom Pedro I, através de decreto imperial que data de 15 de outubro de 1827. Este documento ordenava a criação das escolas de “primeiras letras” em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império brasileiro.

O fato é que, hoje, 15 de outubro, as redes sociais, a mídia e todos estão falando e parabenizando o professor, falando da nossa importância para a organização da sociedade, no entanto, amanhã tudo voltará ao normal, o professor continuará sendo visto como um profissional não tão importante quanto um médico, um engenheiro, um advogado... enfim, voltaremos a nossa inércia social de valorização.


O que acontece quando a classe dos professores, não importa o nível da educação a que se dediquem (pré-escola, alfabetização, fundamental, ensino médio, técnico, universitário, etc) pára? Ao contrário do que acontece com outras classes de trabalhadores, quando nós professores paralisamos nossas atividades em busca de valorização e melhores condições de trabalho (e entenda-se condições de trabalho como condições materiais dentro da escola e melhores salários) as pessoas, na sua enorme maioria, não encara isso de uma forma boa. Pais ficam revoltados pois não tem quem fique com os seus filhos, não terão para onde mandar seus filhos; universitários se preocupam com o fato de que pode atrasar sua formatura, que vai atrasar o ano letivo, etc; a sociedade nos taxa de irresponsáveis, de apenas pensar em greves.

Então o que acontece? Não demora muito, estamos todos de volta ao trabalho, e ainda fazemos algo que nenhuma outra classe de trabalhadores faz: repomos os dias paralisados, pois caso contrário será cortado o ponto.



Por isso, gostaria de levar todos vocês há uma breve reflexão. Atualmente, conquistamos a educação de uma forma completa, toda e qualquer pessoa pode estudar desde a alfabetização até o doutorado, pois temos todos os níveis de educação de forma gratuita, sendo oferecida pelo governo. Os pais das crianças de 0 à 5 anos, tem as creches e CMEIS para colocar seus filhos enquanto sai para trabalhar e conquistar o sustento da sua família. Mas nem sempre foi assim. A educação em sua forma ampla, da forma como conhecemos hoje, é algo muito recente em relação à toda a história da sociedade humana. Essa organização educacional não está nem perto dos 100 anos. Para comprovar isso, basta conversarmos com nossos pais e avós, e descobrir o quanto era caro estudar.



Agora pense junto comigo, e se a classe dos trabalhadores da educação cruzassem seus braços por um período de 1 ano? Pense em quantas crianças e jovens ficaram sem estudar, pois, mesmo que todas as famílias pudessem pagar uma escola particular, não haveria vagas suficientes para todos esses alunos. Seria muito ruim.

Mas, e se os professores abandonassem suas atividades durante pelo menos 10 anos. Se imagine em uma sociedade em que toda educação é paga? E que mesmo assim, não existem vagas suficientes para todos?
Você deve se perguntar por que eu faço referência somente a ausência do trabalho dos professores da escola pública. Bom, eu pergunto então: você já viu professores da rede particular parar suas atividades em busca da valorização do profissional da educação? Não. Eles não param! Eles trabalham educando os filhos da elite, daqueles que podem pagar por uma educação de qualidade para seus filhos. Lógico, que isso não torna o trabalho educativo, desses profissionais, mais ou menos importante do que os professores que atuam na rede pública de ensino. Professores são profissionais importantes, não importa seu local de trabalho, mas sim a função que exerce na sociedade.

O que quero com esse breve texto, caro leitor, é que você passe a olhar de outra forma para o professor do seu filho, para seu professor ou para qualquer professor que você conheça. Lembre-se que ele tem uma grande responsabilidade, pois seu trabalho é transmitir conhecimento científico às pessoas, atuando em uma atividade que impede que o conhecimento produzido ao longo da história, por muitos homens, se perca. Não valorize o professor somente nesta data, mas todos os dias da sua vida. Respeite-o.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CAPITALISMO E O DESEMPREGO


Quando estamos no Ensino Médio ouvimos o tempo todo falar sobre a nossa entrada no mercado de trabalho. Dizem que ocupam as vagas de trabalho aqueles que estão melhores preparados em questão de conhecimentos, ou seja, os mais qualificados. Isso sem falar naquilo que ouvimos nas entrevistas que são feitas com diretores de RH e empresários de sucesso: dizem que o mercado procura funcionários pró-ativos, criativos, participativos e de pensamento rápido.

O fato é que a sociedade omite os reais fatos sobre o mundo do trabalho de nós trabalhadores. Fazer o quê? O capitalismo é assim mesmo.

Inicialmente, é preciso saber que o mercado de trabalho, há muito tempo, não produz postos de trabalho suficientes para absorver a mão de obra disponível na sociedade, ou seja, não estamos mais no período histórico e econômica do pleno emprego, como foi no início da industrialização, onde haviam muitos postos de trabalho. Na verdade estamos em um momento onde o número de desempregados cresce cada vez mais, onde até mesmo aqueles que possuem muita qualificação encontram-se fora do mercado de trabalho.

Mas por que isso acontece? Caro colega trabalhador, isso acontece por muitos motivos. O avanço tecnológico é um dos motivos que mais se destaca, já que com o avanço da informática e da tecnologia em geral, é possível que um único trabalhador controle diversas máquinas, no caso de uma fábrica. Os bancos possuem muitos terminais de auto-atendimento, onde é possível fazer saques, depósitos, pagar contas, retirar relatórios, fazer transferências e etc, dispensando a contratação de muitos caixas. Até mesmo os pacoteiros do mercado (aqueles adolescentes que ficavam empacotando nossas compras e nos ajudavam a levá-las até o carro) foram dispensados nas grandes redes, como Extra e Carrefour, por exemplo. Ou seja, cada vez mais o mundo se torna mais automatizado permitindo aos sujeitos serem mais independentes e mais individuais, não necessitando do trabalho de outras pessoas para realização de suas tarefas diárias. Os pobres carteiros ainda persistem pelo simples fato de muitas contas, boletos e compras on-line dependerem deles para chegar até nós, mas acredito que essa é uma função que não demorará muitas décadas ainda para se tornar uma lembrança para a sociedade. Imagine quantas são as profissões que se extinguiram com o avanço da tecnologia e com a fragmentação do trabalho que se torna cada vez maior?!

Outro motivo para o desemprego se tornar cada vez mais frequente entre as famílias é a busca cada vez mais voraz pelo lucro por parte das empresas. Você deve se perguntar: como assim? Simples. Um funcionário gera despesas para a empresa (salários, encargos trabalhistas, vale transporte, vale refeição, etc), o que leva os gestores a cada vez mais sobrecarregarem um certo número de funcionário para que não sejam feitas contratações. Em relação aos encargos trabalhistas, outro fator que influencia no aumento do desemprego, é a alta rotatividade a que muitas empresas se apegam como forma de evitar gastos. Todos nós sabemos que quando um funcionário é demitido, a empresa tem como dever pagar um valor pela recisão (férias e 13º proporcionais, multas, valores referentes ao tempo de trabalho naquela empresa, etc), por isso muitas empresas optam por não manter em seu quadro de funcionários profissionais por períodos maiores do que 1 ano e meio ou pouco mais, pois quanto mais tempo o profissional permanece a empresa, mais caro se torna o seu desligamento.

O fato é que não importa o quanto você seja talentoso, pró-ativo, eficiente e ativo, você não está livre da dança das cadeiras do mundo do trabalho capitalista. Você é apenas uma das peças que a empresa onde você trabalha precisa para aumentar seus lucros (ou no máximo mantê-lo). Entenda, que ninguém está preocupado se vai precisar treinar outra pessoa para fazer sua função, ninguém está preocupado se você é um sujeito único, que ama seu trabalho e que dá seu sangue pela empresa. Você está vulnerável como qualquer outro trabalhador, e a única saída para deixar de participar desse ciclo vicioso que se instalou na sociedade capitalista nas últimas décadas é sair da sua condição de classe trabalhadora, que precisa vender sua força de trabalho para o capitalista em troca do seu sustento, e passar a ser um capitalista, aquele que compra força de trabalho dos outros.
Aguarde o próximo post sobre MAIS-VALIA, você vai ficar espantado com a lógica de produção capitalista.

*Imagem retirada da internet.